| IMF - Inesquecíveis Músicas Fagueiras |
| Alma de Boêmio - Tião Carreiro |
| Tango - Brasileiro |
| Tião Carreiro/Benedito/Seviero |
| * * * * * * * * * * * |
| A minha sorte foi tirana e a desdita, |
| Me faz sofrer por amar quem não me quer, |
| Isto acontece para o homem que acredita, |
| Que existe amor no coração de uma mulher. |
| Por mais que eu queira esquecer o meu passado, |
| Meu sofrimento é viver pensando nela, |
| E os amigos pra me verem magoado, |
| Quando me encontram, vem me dar notícias dela. |
| Só tenho a lua e a bebida como herança, |
| Este mulher me este maldito prêmio, |
| E hoje dela só me resta uma lembrança, |
| A torturar a minha alma de boêmio. |
| Embriagado, passo às noites pelas rua, |
| Ninguém tem pena deste meu triste viver, |
| Olho pro céu pra contemplar a luz da lua, |
| E representa, sua imagem aparecer. |
| Foi o desgosto que atirou-me nesta vida, |
| Abandonado e renegado pelo mundo, |
| Eu vivo sempre naufragado na bebida, |
| Tornei-me apenas um boêmio vagabundo. |
| Perdi amigos, perdi tudo que já tive, |
| Em altas noites, só o sereno me abraça, |
| E esta mulher na mesma rua ainda vive, |
| Segue com outro, a brindar minha desgraça. |
| ( Ela recitando ) |
| Se hoje estás abandonado, tú mesmo és culpado, pois não me soubeste amar, |
| tú caminha sem guarida, e eu, triste, brindo tua despedida, na mesa deste bar. |
| ( Ele recitando ) |
| Segue, segue agarrada à tua taça, zombando de minha desgraça, que breve |
| chegará ao fim, quando eu for pra eternidade, tú lembrarás com saudade, e |
| hàs de chorar por mim. |
| Foi o desgosto que atirou-me nesta vida, |
| Abandonado e renegado pelo mundo, |
| Eu vivo sempre naufragado na bebida, |
| Tornei-me apenas um boêmio vagabundo. |
| Perdi amigos, perdi tudo que já tive, |
| Em altas noites, só o sereno me abraça, |
| E esta mulher na mesma rua ainda vive, |
| Segue com outro, a brindar minha desgraça... |
Copyright © 2001 - Ilnio de Mello Franco - Cruzeiro/SP