| IMF - Inesquecíveis Músicas Fagueiras |
| A Única Verdade |
| Poesia |
| Ilka Maia |
| PLANTA DA PEDRA |
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| Porque todo este esforço enorme |
| De viver, dia a dia calcando impulsos |
| D'alma, sufocando a vida, conforme |
| Fictícias razões e fatos preconceitos ? |
| Para arrastar afetos com grilhões nos pulsos ? |
| Por que esconder o Belo e amordaçar direitos ? |
| A terra come tudo !... |
| É a lei derradeira, a última sentença, |
| A única verdade ! A terra come tudo !... |
| E aí se calam, dogmas e crença, |
| Vaidade e sabedoria ! Tudo o que tem teu nome |
| Se queima, grandeza humana, a terra como ! |
| Sacrifícios inúteis, renúncias inglórias, |
| Em vão sacrificais almas e vidas ! |
| Ilusão apoiada em cousas transitórias, |
| Eis o que são convicções medidas |
| De bom-senso ! Cérebro, o que és tu, diante |
| Da imensidade infinita ? A terra come tudo !... |
| Os vermes são vorazes ! |
| E o verme te espera, cérebro arrogante ! |
| Para dizer-te como são falazes |
| Teus poderes ! Como tua justiça |
| É relativa ! Coração ou massa |
| Encefálica, para o verme, igualmente |
| Venha a ser -- carniça ! |
| Vida ! Não vales mais do que a carcaça ! |
| A terra come tudo !... |