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Ao ouvir o surdo ela desceu,
Maria da Silva Tristeza,
Vivendo em seu humilde barracão,
Escravisada pela imensa solidão, (lalaiá)
Um sorriso em seus lábios brotou,
Quando a escola de samba começou,
Um sorriso em seus lábios brotou,
Quando a escola de samba começou.
Maria cantava, Maria sambava, Maria sorria,
Com todas as suas tristezas, foram momentos de alegria,
Chegou quarta-feira, fim do carnaval,
Foram apenas três dias pra sua alegria, chegar ao final,
Pegou a sandália, jogou para o alto e sentou-se a mesa,
E voltou a se chamar,
Maria da Silva Tristeza !
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Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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