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Quando isabel me abandonou,
O morro inteiro perguntou,
Passei a tranca no meu barracão,
Como o comentário era geral,
Num gesto meu, que eu acho natural,
Fui pro meu canto com meu violão.
Lá no morro alguem que se perdeu,
A gente trata de esquecer,
A gente canta pra poder chorar,
Ela há de saber que eu não mudei,
E do contrário até fiquei,
Fazendo samba sem parar.
Eu malandro sou e sou poeta,
A dor me aperta a dor me espeta,
Espinho em forma de canção,
Mas se a dor é forte o amor é fraco,
Por isso eu canto em meu barraco,
Parece em festa o coração,
Canto e se alguem me vir lá fora,
E se Isabel chegasse agora,
Ia pensar que tenho outra em seu lugar...
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Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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