I M F - Musicas Antigas, Rimas Antigas  e da Velha Guarda

Titulo - Meu Velho Braz

Ritmo - Canção

Autor/es - Paraguassú

Obs. - Gravação de Theodorico Soares - Atualização de Fevereiro de 2008 

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 Ai, quanta saudade, do Braz do meu tempo,
Ai, quantas lembranças, a mente me traz,
Das moças bonitas, vestidas de festa,
Fazendo passeios, de olhar mortais,
Meu Braz da garoa, das mil serenatas,
Das ruas desertas, de imenso tristor,
E os seus seresteiros, nas noites de lua,
Cantavam em seu pinho, modinhas de amor,

Saudade, saudade, do bairro Miralto,
Da roda elegante, fazendo cartaz,
Do antigo bondinho, da missa do galo,
Eu lembro saudoso, do meu velho Braz.

O Braz das cantinas, do velho imigrante,
Comendo espagueti, com gosto voraz,
Tomando bom vinho, jogando tressete,
Fumando cachimbo, cuspindo pra traz.

O Braz dos cortiços, da velha porteira,
Do antigo quiosque, de gente sagaz,
Do carro de praça, das ruas barrentas,
De cem em cem metros, um bico de gaz.

Saudade, saudade, do bairro Miralto,
Da roda elegante, fazendo cartaz,
Do antigo bondinho, da missa do galo,
Eu lembro saudoso, do meu velho Braz.

Meu Deus se eu pudesse, voltar ao passado,
Rever novamente, o que o tempo desfaz,
Meus anos de escola, as grandes peladas,
Meu campo do Bresser, quando eu era rapaz.

Com a minha peteca, fazia arruaça,
Com a turma moleque, inimigos da paz,
Com meu estilingue, quebrava vidraças,
Nas ruas escuras, do meu velho Braz.

Saudade, saudade, do bairro Miralto,
Da roda elegante, fazendo cartaz,
Do antigo bondinho, da missa do galo,
Eu lembro saudoso, do meu velho Braz.

Eu lembro saudoso, do meu velho Braz....

Copyright © 2004         -         Ilnio de Mello Franco        -        Cruzeiro/SP
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