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Eu amo você paranóica,
Seus olhos vidrados e duros,
Me fazem sofrer.
Eu nego você paranóica,
Da boca pra fora,
No sangue eu não sei lhe esquecer.
De dia você paranóica,
É uma abelha assassina,
Em busca de mel e poder.
De noite você paranóica,
Persegue o meu sono,
Onde quer que eu procure me esconder.
Oh, baby, o que é que me prende a você ?
Oh, baby, o que é que me prende a você ?
Eu vejo você paranóica,
Mais branca que a luz de mercúrio,
A resplandecer.
Eu sinto você paranóica,
No fundo de um túnel,
Num pátio de trens a correr.
Escuto você paranóica,
Gritando no meio de um tráfego,
De enlouquecer.
Respiro você paranóica,
Por todos os poros, seu veneno no ar,
Me faz viver.
Oh, baby, o que é que me prende a você ?
Oh, baby, o que é que me prende a você ?...
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
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