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Não quero ser diferente,
Do que sou, ou possa ser,
Eu me chamo, "Zé Valente" !
Tenho fé, jamais saudade,
E por quem minha vontade,
Fiz sangue por alto preço,
Fiz mulher chorar de amor,
De pavor, homem correr !
O vento que venta lá, venta cá,
(deixa ventá)
O vento que venta lá, venta cá.
(deixa ventá)
Fui pescador, jangadeiro,
Fui vaqueiro no sertão,
Fui canga, no engenho,
Fui plantador de algodão,
Já dirigi caminhão,
E até hoje nada tenho,
Cheguei a ser cangaceiro,
Pra poder ganhar meu pão.
O vento que venta lá, venta cá,
(deixa ventá)
O vento que venta lá, venta cá.
(deixa ventá)
Vi a seca de bem perto,
Um deserto, o sol fazendo,
O verde virando pó,
Com dó, meu povo morrendo,
De sede, num leito vazio,
Dos rio, estão só os nome,
De febre, se acaba em fome,
Também vi gente morre.
O vento que venta lá, venta cá,
(deixa ventá)
O vento que venta lá, venta cá.
(deixa ventá)
Mas não vou falar somente,
De pesar ou de tristeza,
Com que canto vou sentir,
Assim só tenho certeza,
Do progredir sertão, o gado gordo pastando,
Petróleo preto, jorrando,
Se espalhando, pelo chão,
De mil sinas doendo,
N abatida da canção.
O vento que venta lá, venta cá,
(deixa ventá)
O vento que venta lá, venta cá.
(deixa ventá)...
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Ilnio de Mello Franco -
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