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Antes da vitória,
Não se deve cantar glória,
Você criou fama, deitou-se na cama !
E eu que não estou dormindo,
Vou subindo, vou subindo,
Enquanto você vai decaindo.
(Agora!)
Quero a minha independência,
E com calma e paciência,
Me preparo pro futuro,
A tudo estou resolvido,
E você tome sentido,
Que entre nós o páreo é duro.
Agüentei muita indireta,
Mas andei na linha reta,
Não maldigo a minha sorte !
Vou agindo com cadência,
Sei que a minha independência,
Há de ser a tua (sua) morte.
(Vitória!)
Tua voz se alguém percebe,
Bem humilde te recebe,
Tua entrada ninguém veda,
Gozas de maior ventura,
Mas quem vive em grande altura,
Leva sempre grande queda,
Sempre fiz papel bonito,
Não tenho medo de grito.
O que falo é bem pensado !
Não receio escaramuça,
Que aceite a carapuça,
Quem se sente melindrado...
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Ilnio de Mello Franco -
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