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Vista a roupa de baiana,
Vem sambar neste terreiro,
Entre sem pedir licença,
Sambe ao som do meu pandeiro,
Vista a roupa de Paulista, meu bem,
De mineira, se quiser, também,
Vista agora qualquer roupa,
Sambe na ponta do pé.
Vista a roupa de vedete,
Mostre o que você é,
Vista a roupa mini-saia, de corista de balet,
Vista a roupa de passista,
De sambista de escola,
E sambe como você sabe,
Se requebre sem dar bola.
Mas eu já vi você sambando,
Sem parar de rebolar,
Vista a roupa de gaúcha,
Quero ver você sambar,
Sambe o samba de verdade,
Sambe este samba sem medo,
Vista até o seu biquini,
Pois meu samba acaba cedo !...
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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