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Ai! Foram-se os tempos,
Da velha macaca,
Agora nós temos,
A urucubaca.
Ai, ai,
É daninha,
A urucubaca,
Da miudinha.
Bichinha terrível,
Que a ninguém dispensa,
Quando entra na gente,
Não pede licença.
Comigo agarrou-se,
A bruxa caipora,
Cascou-me a suruba,
Por dentro e por fora.
De noite ou de dia,
É tal a macaca,
Que até já eu cheiro,
A urucubaca.
Em casa ai que sina:
Não mando mais nada,
Apanho pra burro,
Até da criada.
Fatiota que eu vista,
Ninguém usa mais,
Tem urucubaca,
Do lado de trás.
Galinhas e frangos,
Morreram a jorro,
Nasceram espinhas,
Até no cachorro.
E o Rainha-Mãe,
Com o tal "paciência"
Levou o facão,
Com toda a Eminência.
Inda ontem à noite,
Salguei um peixão,
Na hora precisa,
Faltou-me o juízo.
Ilustres ouvintes,
Não sei se consentem,
Que a urucubaca,
Lhes faça presente...
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
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