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Quem foi que disse que eu era forte?
Nunca pratiquei esporte,
Nem conheço futebol...
O meu parceiro,
Sempre foi o travesseiro
E eu passo o ano inteiro,
Sem ver um raio de sol.
A minha força bruta reside,
Em um clássico cabide,
Já cansado de sofrer,
Minha armadura,
É de casimira dura,
Que me dá musculatura,
Mas que pesa e faz doer.
Eu poso pros fotógrafos,
E distribuo autógrafos,
A todas as pequenas,
Lá da praia de manhã,
Um argentino disse,
Me vendo em Copacabana:
'No hay fuerza sobre-humana,
Que detenga este Tarzan'.
De lutas não entendo abacate,
Pois o meu grande alfaiate,
Não faz roupa pra brigar,
Sou incapaz de machucar,
Uma formiga,
Não há homem que consiga,
Nos meus músculos pegar,
Cheguei até a ser contratado,
Pra subir em um tablado,
Pra vencer um campeão,
Mas a empresa,
Pra evitar assassinato,
Rasgou logo o meu contrato,
Quando me viu sem roupão....
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
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