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Na taberna, eu passei o dia,
Vendo o entra e sai, da freguesia,
Quase, esqueci, a ingratidão, que te fiz,
E dos tragos, por mim ingeridos,
Afoguei, parte dos meus sentidos,
Chegando, a julgar-me, um infeliz,
Foram então, chegando as horas mortas,
As tabernas, fecharam as portas,
Voltei, novamente a minha solidão,
E morrendo, de saudade tua,
Vim pra minha casa, que é a rua,
E aqui estou a implorar, perdão.
Amor, a chuva molha-me as vestes,
Eu sinto mesmo, estar prestes,
Até as forças, perder,
Amor, faz tanto frio aqui fóra,
Se me mandares, embora,
Tenho medo, de morrer.
Não me negues, pelo amor de Deus,
A paz do teu abrigo,
Se já não me queres mais,
Deixa eu ser só teu amigo,
Porém, abre esta porta,
Perdoa tudo que te fiz,
E deixa-me, que morrerei, feliz.
Porém, abre esta porta,
Perdoa tudo que te fiz,
E deixa-me, que morrerei, feliz....
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Ilnio de Mello Franco -
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