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E agora o lusco-fusco purpúreo do crepúsculo,
Cruza furtivo o âmago de meu coração,
Bem alto nos céus,
As estrelinhas sobem,
Sempre me lembrando que estamos separados,
Você caminhou pela vereda para longe,
Deixando-me uma canção que não morrerá,
O amor agora é a poeira de estrela do passado,
A música dos anos idos.
Às vezes fico pensando por que passo,
A noite solitária sonhando com uma canção,
A melodia acompanha meu devaneio,
E eu estou de novo com você,
Quando nosso amor era recente,
E cada beijo, uma inspiração,
Mas isso foi muito tempo atrás
E agora meu consolo é,
A poeira de estrela duma canção.
Ao lado dum muro de jardim,
Quando as estrelas estão brilhantes,
Você está em meus braços,
O rouxinol canta seu conto-de-fada,
Um paraíso onde as rosas cresciam,
Embora eu sonhe em vão,
Em meu coração remanescerá,
Minha melodia de poeira de estrela,
A memória do refrão do amor....
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
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