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Não sei bem porque,
Eu regressei,
A aquele velho apartamento,
Eu só sei,
Que meu tormento começou,
De lá pra cá, foi só sofrer,
Foi só chorar,
A Relembrar, como tudo acabou,
Somente sombras,
Foi o que do amor restou, mas eu não sei.
(bis)
Um ninho abandonado,
Que triste visão,
Onde existiu o amor,
Só resta a solidão, solidão,
No mesmo quarto, o mesmo armário,
O mesmo quadro da parede,
A desordem sobre a cama,
Onde matamos nossa sede,
Eis então toda razão,
Da minha dor,
Somente sombras,
Foi o que do amor restou,
E eis então.
(bis)
Somente sombras,
Foi o que restou do amor....
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Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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