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Cantiga de campo de concentração,
A gente bem sente com precisão,
Mas recordo a sua imagem,
Naquela viagem que eu fiz pro sertão,
Eu que nasci na floresta,
Canto e faço festa no seu coração,
Voa, voa, azulão...
Cantiga de roça de um cego apaixonado,
Cantiga de moça lá do cercado,
Que canta a fauna e a flora,
E ninguém ignora se ela quer brotar,
Bota uma flor no cabelo,
Com alegria e zelo para não secar,
Voa, voa, azulão...
Cantiga de ninar a criança na rede,
Mentira de água é matar a sede,
Diz pra mãe que eu fui pro açude,
Fui pescar um peixe, isso eu não fui não,
Tava era com um namorado,
Pra alegria e festa do meu coração,
Voa, voa, azulão...
Cantiga de índio que perdeu sua taba,
No peito esse incêndio, céu não se apaga,
Deixe o índio no seu canto,
Que eu canto um acalanto,
Faço outra canção,
Deixe o peixe deixe o rio,
Que o rio é um fio de inspiração,
Voa, voa, azulão....
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Ilnio de Mello Franco -
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