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Eu fui num pagóde, lá em Cambucá,
E levei comigo o Zé do Violão,
Só depois das onze, é que chegamos lá,
Sob calorosa, recepção,
O dono da casa, muito hospitaleiro,
Não sabia o que fazer, para nos agradar,
Com bebida e tira-gosto, o tempo inteiro,
Desde que chegamos, até o sol sair.
Lá pras nove da manhã,
Disse o Zé, cheio de bronca,
Ai, meu Deus não poderia ele estar longe,
A gritar bem alto, a barriga ronca,
Louco de vergonha, eu fiquei na hora,
Pois o dono da casa, disse exaltado,
Veio um boi e meio e ele só devora,
Sem contar cabrito e porco, até perú assado.
Que vá pros infernos esse comilão,
Porque na minha casa ele não toca mais,
O Zé engrossou, entrou no bofetão,
Ele correu, eu capengando,
Um pouquinho mais atrás.
Dá-lhe Zé....
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Ilnio de Mello Franco -
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