I M F - Musicas Antigas, Rimas Antigas  e da Velha Guarda

Titulo - Saias Curtas

Ritmo - Can-Can

Autor/es - Lamartine Babo / Lírio Panicali

Obs. - RARIDADE - Gravação de Lamartine Babo - Atualização de fevereiro de 2007 


* * * * * * * * * * *

As mulheres quase não se vestem,
Sais curtas no vestir,
Talvez até sintam na rua, ao sair,
Um curto vestido,
Traz um bom partido.

Os braços mostrando, as pernas de fóra,
Desfilando, vão se embora,
Quer no Leme ou no Leblon,
Já bem cedo, seu creme ou batom,
Fazem muito a pintura,
Disfarça a beleza,
O que tristeza, o que tristeza.

Niterói, Cascadura e Belém,
Sais curtas, já usam também,
Hoje em dia,
A mulher já se acha capaz,
De imitar um mais louco rapaz.

Essa moda tão extravagante,
Quando apareceu, logo agradou,
Pois num instante sim, a mulher usou,
Toda convencida,
Em plena avenida,
Até os maridos,
De gênio encrencado,
Dos vestidos, tem gostado.

Quer no Leme ou no Leblon,
Já bem cedo, seu creme ou batom,
Fazem muito a pintura,
Disfarça a beleza,
O que tristeza, o que tristeza.

Quando surgem certas melindrosas,
Deixando a escultura aparecer,
Ligas custosas, a gente vê,
Enlaçando as pernas,
Chiques e modernas,
Embora a mulher, exageros faça,
Tem um que qualquer, de graça....

 

Quer no Leme ou no Leblon,
Já bem cedo, seu creme ou batom,
Fazem muito a pintura,
Disfarça a beleza,
O que tristeza, o que tristeza.

(bisa tudo)
Hoje em dia,
A mulher já se acha capaz,
De imitar um mais louco rapaz.

Copyright © 2004         -         Ilnio de Mello Franco        -        Cruzeiro/SP
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