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"Batidas na porta da frente, é o tempo,
Eu bebo um pouquinho prá ter argumento,
Mas fico sem jeito, calado, ele ri,
Ele zomba do mundo, eu chorei,
Porque sabe passar e eu não sei...
Num dia azul de verão, sinto o vento,
Há folhas no meu coração, é o tempo,
Recordo o amor que perdi, ele ri,
Diz que somos iguais, se eu notei,
Pois não sabe ficar e eu também não sei...
E gira em volta de mim,
Sussurra que apaga os caminhos,
Que amores terminam no escuro, sozinhos...
Respondo que ele aprisiona, eu liberto,
Que ele adormece as paixões, eu desperto,
E o tempo se rói com inveja de mim,
Me vigia querendo aprender,
Como eu morro de amor prá tentar reviver.
No fundo é uma eterna criança,
Que não soube amadurecer,
Eu posso e ele não vai poder me esquecer."...
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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