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Quem és tu, quem és ?
Serás a sombra de mistério,
Ou és a breve primavera,
A mariposa que se pousa e que se vai,
Quem és, amor ?
Que me surgiste como a cor no vulto triste,
Ou como o verso impressentido que revela e que se vai,
Me deixaste provar-te uma alegria que eu não sabia mais,
A súbita poesia de um único verão,
Me deixaste saber que ainda existia o som de uma canção,
A paz sem nostalgia,
O amor sem solidão,
Amor, quem és ?
Que penetraste o meu silêncio,
Com teus pés tão frágeis,
Ah, pudesse eu saber um dia, finalmente, quem és,
Amor, quem és ?
Que penetraste o meu silêncio,
Com teus pés tão frágeis,
Ah, pudesse eu saber um dia, finalmente, quem és....
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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