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Quatro velas bem acesas,
Montam guarda a um ataúde,
Alí se encontra estendido,
O cadáver, de meu amor,
Ai, só de vê-lo tão frio, que solidão, quanta dor,
Sós, estão as quatro velas, também de luto vestidas,
Com está meu coração.
Vou numa sombra caminhar,
Será tua maldição,
Que ninguém possa amar-te,
Assim como te amei,
Sim, terás de responder, ante o tribunal de Deus,
Não se mata impunemente, e tu matas-te, meu bem.
Através desta montanha, vou levando o ataúde,
E regarei com meu pranto,
Uma tumba e uma cruz,
Ai, que cortejo tão frio, que solidão quanta dor,
Sós, estão as quatro velas,
Também de luto vestidas, chorando em meu coração...
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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