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Senhor do Bonfim o seu filho plantou,
Mas o sol insistente no céu toda terra secou,
Pedi pra chover, pra o verde voltar,
E até hoje ainda estou esperando essa chuva chegar,
Rezei reza à bessa, fiz uma promessa, segui procissão,
Comprei uma vela, acendi na capela, rezei uma oração,
Olha o meu gado está morrendo,
O meu povo chorando, o meu campo torrando,
O Senhor me esqueceu,
Andou chuviscando, andou peneirando,
Chover, não choveu,
Mas quem sou pra reclamar,
Podes me castigar pois blasfemei,
Senhor, sei que um dia há de chover,
O rio há de correr a chuva em cachoeira,
Há de descer molhando a terra,
Tão dura do sertão,
Livre do sol então expulso deste céu de anil,
Vai chover no coração do Brasil !
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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