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Eu assino embaixo doutor por minha rapaziada,
Somos crioulos do morro mas ninguém roubou nada,
Isso é preconceito de cor vou provar ao senhor,
Porque é que o doutor não prende aquele careta,
Que só faz mutreta e só anda de terno,
Porém o seu nome não vai pró caderno,
Ele anda na rua de pomba rôlo,
A lei só é implacável para nós favelados,
E protege o golpista , ele tinha de ser,
O primeiro da lista,
Se liga nessa doutor,
É vê se dá um refresco isso não é pretexto,
Pra mostrar serviço,
Eu assumo o compromisso,
Pago até a fiança da rapaziada,
Porque que é que ninguém mete o grampo,
Num pulso daquele de colarinho branco,
Roubou jóia e o ouro da serra pelada....
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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