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Há quanto tempo saudoso,
Procuro em vão Colombina,
Sumiu-se a treda ladina,
Deixou-me em trevas choroso.
Procuro-a sim como um louco,
Nos becos, nas avenidas,
As esperanças perdidas,
Tendo-as vou já pouco a pouco.
Se em todo o carnaval,
Não conseguir ao menos,
Seu rosto fitar,
Palavra de Pierrô,
Eu juro me matar,
Não posso suportar,
Esta cruel ausência,
Que me afoga em dor,
Meu coração morrer,
Sinto de amor.
É dia de risos e flores,
Todos folgam só eu não,
Ela, talvez num cordão,
Procure novos amores.
Oh! Companheira impiedosa,
Vê que suplício cruel,
Vejo a minha alma afogar-se,
Num oceano de fel.
Oh! Vós que acabais de ouvir,
Meu pranto, meu padecer,
Tenho um pedido a fazer,
Tenham dó do meu carpir,
Se encontrarem Colombina,
Que é da minha alma o vigor,
Digam-lhe que assim se finda,
Procurando-a, seu Pierrô...
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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