|
Prá se topar numa encrenca, basta andar distraído,
Que ela um dia aparece - não adianta fazer prece -.
Eu vinha anteontem, lá da gafieira, com minha nega Cecília.
- Quando gritaram - Olha o Padilha ! -
Antes que eu me desguiasse, um tira forte e aborrecido,
Me abotoou, e disse: - Tu és o nonô ! Heim ? -
Mas eu me chamo Francisco, trabalho como mouro,
Sou estivador - Posso provar ao senhor -.
Nisso o moço de óculos "Raibam",
Me deu um pescoção: - bati com a cara no chão -,
E foi dizendo, Eu só queria saber,
Quem disse que és trabalhador. - Tu és salafra, achacador -
Esta macaca ao teu lado, é uma mina mais forte,
Que o Banco do Brasil - Eu manjo ao longe este tiziu -,
E jogou uma melancia, pela minha calça adentro,
Que engasgou no funil, - Eu bambeei, ele sorriu.
Apanhou uma tesoura, e o resultado,
Desta operação: - É que a calça virou calção -,
Na chefatura um barbeiro sorridente,
Estava à minha espera.
- Ele ordenou: Raspa o cabelo desta fera -,
Não está direito, seu Padilha, me deixar,
Com o coco raspado - Eu já apanhei um resfriado -,
Isto não é brincadeira,
Pois o meu apelido, era Chico Cabeleira.
- Não volto mais à gafieira -.
- Ele quer ver minha caveira -.
Eu, heim ?
Se eu não me desguio a tempo,
Ele me raspa até as axilas....
- O homem é de morte -
|
|
Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
Músicas,Antigas,Velha
Guarda,Tangos,Carnavais,Nomes de Mulher,Favoritas,Versões,Poesias,Evolução do
Hino Nacional Brasileiro,Inesquecíveis,Fagueiras,Estados,Brasões,Marchas,
Dobrados,Cep,Ipva,Anatel,Concursos,Públicos,Letras,
|