I M F - Musicas Antigas, Rimas Antigas  e da Velha Guarda

Titulo - O Rei de Ramos

Ritmo - Samba

Autor/es - Chico Buarque / Francis Hine / Dias Gomes

Obs. - Gravação de Angela Maria - Atualização de janeiro de 2005 

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Ele disse pra escola caprichar,
No desfile da noite de domingo
Com ginga, com fé,
Pediu muita cadeira a requebrar,
Muita boca com dente pra caramba,
E samba no pé,
De repente o pandeiro atravessou,
De repente a cuíca emudeceu,
De repente o passista tropeçou,
E a cabrocha gritou que o nosso rei morreu.

Viva o Rei de Ramos,
Que nós veneramos,
Que nós não cansamos de cantar,
Viva o rei dos pobres,
Que gastava os cobres,
Nas causas mais nobres do lugar,
Viva o rei dos prontos,
Que bancava os pontos,
Que pagava os contos do milhar,
Viva o Rei de Ramos,
Viva o Rei, viva o Rei,
Viva o Rei de Ramos.

Os seus desafetos e rivais,
Misericordioso, não matava,
Mandava matar,
E financiava os funerais,
As pobres viúvas consolava,
Chegava a chorar,
De repente gelou o carnaval,
De repente o subúrbio estremeceu,
E a manchete sangrenta do jornal,
Estampou garrafal que o nosso rei morreu.

Viva o Rei de Ramos,
Que nós veneramos,
Que nós não cansamos de cantar,
Viva o rei dos crentes,
E dos penitentes,
E dos delinqüentes do lugar,
Viva o rei da morte,
Da lei do mais forte,
Do jogo, da sorte,
E do azar,
Viva o Rei de Ramos,
Viva o rei, viva o rei,
Viva o Rei de Ramos....

Copyright © 2001   -   Ilnio de Mello Franco   -   Cruzeiro/SP
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