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O meu boi morreu,
Que será de mim,
Manda buscá outro,
Ó maninha,
Lá no Piau.
(bis)
Seu moço inteligente,
Faz favô de mi dizê,
Em riba daquele morro,
Quantos capim deve de tê,
Se o raio não cortou,
Se o gado não comeu,
Em riba daquele morro,
Tem o capim que nasceu,
O meu boi morreu...
Me arresponda sem tretê,
Mas me arresponda já,
O que é que a gente vê,
E que não pode pegá ?
Aquilo que a gente vê,
E que não pode pegá,
É a lua e as estrela,
Que no céu tão a briá,
O meu boi morreu...
Vou lhe fazê uma pregunta,
Pra vancê me arrespondê,
Vinte e cinco par de gato,
Quantas unha deve te ?
Intrei no raio de sol,
Saí no raio de lua,
Vinte e cinco par de gato,
Com certeza tem mil unha.
Em riba daquela serra,
Tem um sino sem badalo,
E uma arroba de capim,
Pra você comê, ó cavalo,
Em riba daquela serra,
Tem um sino ferrugento,
Se eu hei de comê capim,
Coma você, ó seu jumento,
O meu boi morreu...
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Ilnio de Mello Franco -
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