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Quando, à primeira vez, da minha terra,
Deixei as noites de amoroso encanto,
A minha doce amante suspirando,
Volveu-me os olhos úmidos de pranto.
Um romance cantou de despedida,
Mas a saudade amortecia o canto !
Lágrimas enxugou nos olhos belos,
E deu-me o lenço que molhava o pranto.
Quantos anos, contudo, já passaram !
Não olvido, porém, amor tão santo,!
Guardo, ainda num cofre perfumado,
O lenço dela que molhava o pranto.
Nunca mais a encontrei na minha vida,
Eu, contudo, meu Deus, amava-a tanto !
Oh, quando eu morrer estendam no meu rosto,
O lenço que eu banhei, também de pranto !...
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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