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Fui garimpeiro nas águas revoltas da terra,
Onde uma alma do bom vai pro céu,
Tenho das voltas das idas, passagens perdidas,
Pra mim tanto faz,
Já cantei na igreja, na cama, na mesa,
No ódio e na paz.
Quis ser um Deus mas a vida me fez só um homem,
Pedras inúteis em ouro não sei transformar,
As multidões fazem rios no meio do mundo,
Pro garimpeiro viver da ilusão que encontrar.
O tempo, brincou, brincou,
E o rio levou, levou,
Levou o meu corpo cansado, a batéia da vencida,
Igual as formigas carregam a folha caída,
O tempo, brincou, brincou,
E o rio levou, levou,
Na correnteza, nossas mãos quizeram tanto se encontrar,
E o rio brincou, o rio correu,
Levou pro mar.
(bis)...
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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