I M F - Musicas Antigas, Rimas Antigas  e da Velha Guarda

Titulo - O Circo

Ritmo - Marcha

Autor/es - Sidney Muller

Obs. - Gravação de Nara Leão - Letra enviada por Lourdes Borges/SP - Atualização de dezembro de 2004 

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Vai, vai, vai começar a brincadeira,
Que a charanga vai tocar a noite inteira,
Vem, vem, vem, ver o circo de verdade,
Tem, tem, tem, picadeiro e qualidade.

Corre, corre minha gente,
Que é preciso ser esperto,
Vai melhor quem vai na frente,
Vê melhor quem vê de perto,
Mas no meio da folia,
Noite alta céu aberto,
Sopra o vento que protesta,
Cai no teto rompe a lona,
Pra que a Lua de carona,
Também possa ver a festa.

Vai, vai, vai começar a brincadeira,
Que a charanga vai tocar a noite inteira,
Vem, vem, vem, ver o circo de verdade,
Tem, tem, tem, picadeiro e qualidade.

Bem me lembro o trapezista,
Que mortal era o seu salto,
Navegando lá no alto,
Parecia de brinquedo,
Mas fazia tanto medo,
Que o Zezinho do trombone,
De renome consagrado,
Esquecia o próprio nome,
E abraçava o microfone,
Pra trocar o seu dobrado.

Vai, vai, vai começar a brincadeira,
Que a charanga vai tocar a noite inteira,
Vem, vem, vem, ver o circo de verdade,
Tem, tem, tem, picadeiro e qualidade.

Faço versos pro palhaço,
Que na vida já foi tudo,
Foi soldado, seresteiro,
Carpinteiro, vagabundo,
Sem juiz e sem juízo,
Fez feliz a todo mundo,
Mas no fundo não sabia,
Que em seu rosto coloria,
Todo o encanto do sorriso,
Que seu povo não sorria.

Vai, vai, vai começar a brincadeira,
Que a charanga vai tocar a noite inteira,
Vem, vem, vem, ver o circo de verdade,
Tem, tem, tem, picadeiro e qualidade.

De chicote e cara feia,
Domador fica mais forte,
Meia-volta, volta e meia,
Meia vida, meia morte,
Mas findado seu batente,
De repente a fera some,
Domador que era valente,
Noutra esfera se consome,
Seu amor indiferente,
Sua vida e sua fome.

Vai, vai, vai começar a brincadeira,
Que a charanga vai tocar a noite inteira,
Vem, vem, vem, ver o circo de verdade,
Tem, tem, tem, picadeiro e qualidade.

Fala o fole da sanfona,
Fala a flauta pequenina,
Que o melhor vai vir agora,
Que desponta a bailarina,
Que seu porte é de senhora,
Que seu rosto é de menina,
Quem chorava já não chora,
Quem cantava desafina,
Porque a festa só termina,
Quando a noite for se embora.

Vai, vai, vai terminar a brincadeira,
Que a charanga já tocou a noite inteira,
Morre o circo renasce na lembrança,
Foi-se o tempo e eu ainda era criança....

Copyright © 2001   -   Ilnio de Mello Franco   -   Cruzeiro/SP
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