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Peguei meu Cadillac,
Mil novecentos e sessenta,
E nele me sentia,
Com metade de quarenta,
Em meu Cadillac, meu Cadillac.
Saí pela cidade me sentindo um jovenzinho,
E na primeira esquina,
Parei ao lado de um brotinho,
Meu Cadillac, meu Cadillac,
E o brotinho do meu lado,
Ao sair deixou comigo o meu passado.
Fui à casa da Dorinha,
Minha antiga namorada,
E como nos velhos tempos,
Parei em cima da calçada,
Meu Cadillac, meu Cadillac,
Veio um cara lá de dentro,
Perguntou a que eu vinha,
E cheio de intimidade perguntei pela Dorinha,
E meio sério
Ele me disse,
A Dorinha é minha agora,
E é melhor você chama-la Dona Dora !
Meu Cadillac lindo, longo,
Conversível, extravagante,
Quase seis metros de um vermelho cintilante,
Me lembro bem da minha juventude linda,
Tudo era alegria eu me lembro bem ainda.
A tarde vinha vindo,
E pra casa eu voltava,
Peguei o meu amor que no caminho me esperava,
Em meu Cadillac, meu Cadillac,
Depois de um longo beijo,
Contei à ela as novidades,
Que eu viajei no tempo e estava doido de saudade,
Saudade dela, no meu Cadillac,
Já na garagem o pé no breque,
O Cadillac ao lado do meu Calhambeque.
Já na garagem o pé no breque,
O Cadillac ao lado do meu Calhambeque....
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
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