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Ayê,
Ayê mãe África,
Seus filhos vieram de longe,
Só pra sofrer,
Ayê,
Ayê mãe África,
Todo guerreiro,
No seu terreiro
Sabe sua lei,
E vai coroar negro rei.
Ayê, ayê, ayê,
Ika adobale ô,
Ika adobale a,
Ika adobale a, ea,
Mãe África.
Prende a tristeza meu erê,
Sei que essa dor te faz sofrer,
Mas guarda esse choro,
Isso é um tesouro,
Ó filhos de rei.
O sol que queima a face,
Aquece o desejo mais que otim,
O sal escorre no corpo,
E a dor da chibata é só cicatriz,
Quem é que sabe como será o seu amanhã,
Qualquer remanso é o descanso pro amor de Nanã,
Esquece a dor axogun,
Faz uma prece a Olorun,
Na força de Ogun.
Prende a tristeza meu erê,
Sei que essa dor te faz sofrer,
Mas guarda esse choro,
Isso é um tesouro,
Aos filhos de rei.
Ayê yê yê, ayê yê yê,
Ayê yê yê, ayê yê yê,
Ayê mamãe África, o meu ilê,
Ayê yê yê, ayê yê yê,
Ayê yê yê, ayê yê yê,
Brasil, mamãe África, meu ilê...
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Ilnio de Mello Franco -
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