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Eu prefiro acreditar que é mentira,
É brilho demais para um só olhar,
É inspiração demais é muita lira,
Mas meus velhos olhos nunca iriam me enganar.
Ela negra negritude que fascina,
Senhora menina, menina senhora me descontrolou,
Ao expor seu lindo visual nessa retina,
Sua voz que o próprio canto encantou.
Hoje eu vi um lindo negro anjo,
Anjo negro lindo anjo,
Negra Ângela.
É que eu vi um lindo negro anjo,
Anjo negro lindo anjo,
Negra Ângela.
Aquele corpo inteiro,
Me deixou cabreiro,
E esse instinto masculino vive a me cobrar, me cobrar.
Ah se eu fosse o primeiro,
Segundos nem terceiros,
Ocupariam meu lugar, meu lugar.
É que eu vi um lindo negro anjo,
Anjo negro lindo anjo,
Negra Ângela.
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Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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