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Não me perguntes que fui eu no meu passado,
Se pontilharam minha vida de amargor,
Se te ofertei meu coração apaixonado,
Cabe a ti ver se é sincero o meu amor.
Não me perguntes se no amor tive apogeu,
Se fui cruel, se sofri, se fiz sofrer,
Se fui cruel, teu amor me converteu.
Na mais fiel e doce amante, podes crer.
Eu também não perguntarei se alguém deixou,
Alguma vez teu coração amargurado,
Desfrutei o que o presente me ofertou,
Sem perguntar se outra existiu no teu passado.
Eu também não indagarei dos teus fracassos,
Devo esquecer o teu viver de outrora,
Não, não interessa se algum dia outros braços,
Te abraçaram como eu te abraço agora....
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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