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Na hora da dura,
Você abre o cadeado,
E dá de bandeja,
Os irmãozinhos pro delegado.
Na hora da dura,
Você abre o bico e sai cagüetando,
Eis a diferença, mané, do otário pro malandro,
Eis a diferença do otário pro malandro.
E no pau-de-arara você confessou o que fez e não fez,
E de madrugada gritava gemendo dentro do xadrez,
Quando via o xerife se ajoelhava e ficava rezando,
Eis a diferença, canalha, do otário pro malandro,
Eis a diferença do otário pro malandro.
Na hora da dura,
Você abre o cadeado,
E dá de bandeja,
Os irmãozinhos pro delegado,
Na hora da dura,
Você abre o bico e sai cagüetando,
Eis a diferença, mané, do otário pro malandro,
Eis a diferença do otário pro malandro.
E na colônia penal,
Assim que você chegou,
Deu de cara com os bichos que você cagoetou,
Aí você foi obrigado a usar fio-dental e andar rebolando,
Eis a diferença, canalha, do otário pro malandro,
Eis a diferença do otário pro malandro.
Na hora da dura,
Você abre o cadeado,
E dá de bandeja,
Os irmãozinhos pro delegado,
Na hora da dura,
Você abre o bico e sai cagüetando,
Eis a diferença, mané, do otário pro malandro,
Eis a diferença do otário pro malandro....
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Ilnio de Mello Franco -
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