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Você já sabe que o meu, não é nenhum,
Por isso é escusado, você me pedir algum,
Por isso é feio, viver de expediente,
Você não é aleijado nem doente.
Você não tem coragem de enfrentar um batedor,
E quando eu lhe vejo, chego até sentir pavor,
E tenho a certeza que você vem começar,
Com a velha conversa, do "Me dá, me dá, me dá",
Dá dois tostões, pra mim jantar,
Não dou, não dou, não dou.
E de, contar vantagem, você nunca se cansa,
Sempre com a conversa, que vai receber herança,
Dia após dia, você vai se derretendo,
Se a herança não vier, você vai acabar morrendo.
Você não reflete, e está atrapalhado,
Sempre com mania, de ser cantor de radio,
Vou lhe dar um conselho, arranja uma colocação,
Porque sopa de vento, não é alimentação.
Vai quebrar pedra na pedreira,
Que é bom pro seu pulmão,
Ouviu ?
(Bisa tudo)...
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
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