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Foi Mariazinha Nazaré,
Cabeça feita em Candonblé,
Musa do samba e dos sambistas de lá,
Que na sua vida sem querer,
Pôs mais um homem pra sofrer,
Ê o perssonagem dessa história aquí está !
Tinha um jeito tal de se mostrar,
Um certo dengo em seu andar,
Um alvoroço para o meu coração !
Mas diziam todos para mim,
Naquele velho botequim,
Não gaste versos nem canção.
Beba uma cachaça se puder,
Deixa de lado essa mulher,
Que os seus amores, vão e vêm.
Mas o que fazer, pobre de mim,
Poeta eu sou, serei assim !
E morrerei sempre a sonhar,
E a qualquer hora ela virá,
Por ordem do seu Orixá,
Com a sua graça e o seu axé,
Pois Filha de Santo que ela é,
Depois de mim ninguém terá,
Mariazinha Nazaré !.... |