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Minha vizinha tinha um galo pequenino,
Era magrinho aquele galo garnisé,
Eu sem querer pisei no pé de uma galinha,
Ela cantou qué queré e beliscou meu lindo pé,
Com a vizinha, a muito tempo eu não falo,
Peguei o galo e a vizinha, nem deu fé,
E se a vizinha reclamar qualquer coisinha,
Vou pegar minha faquinha e vou matar o garnisé.
Eu não me conformei, com tal situação,
Peguei o garnisé, cortei-lhe o esporão,
Agarrei o bichinho, amarrei pelo pé,
Ele deu um pulinho e fez qué querequé,
Qué qué,
Bis
Qué querequé qué querequé,
E lá no terreiro o galo é o primeiro,
Que canta ligeiro, qué querequé,
Qué querequé qué querequé,
Qué querequé qué querequé.
Ninguém entra no galinheiro,
No poleiro ninguém põe o pé,
O rei do terreiro é o garnisé.
Qué querequé qué querequé,
E lá no terreiro o galo é o primeiro,
Que canta ligeiro, qué querequé,
Qué querequé qué querequé,
Qué querequé qué querequé.
Ninguém entra no galinheiro,
No poleiro ninguém põe o pé,
O rei do terreiro é o garnisé....
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Ilnio de Mello Franco -
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