I M F - Musicas Antigas, Rimas Antigas  e da Velha Guarda

Titulo - Flor do Mal

Ritmo - Valsa

Autor/es - Domingos Correia / Santos Coelho

Obs. - Gravada em 1945 por Vicente Celestino. - Letra enviada por Lucia Crystal/RJ - Atualização de setembro de 2004 

* * * * * * * * * * *

Oh ! Eu me recordo ainda, 
Deste fatal dia... 
Em que tu me disseste, 
Arminda, 
Indiferente e fria. 

- Eis do meu romance o fim ! 
- Senhor ! 
- Basta ! 
- Esquece-te de mim, 
Amor. 

Por que ? 
Não procures indagar, 
A causa ou a razão ? 

Por que ? 
Eu não te posso amar ? 
Oh ! Nunca quis não,
Será fácil te esquecer. 
Prometo, Oh ! minha flor, 
Não mais ouvir falar de amor. 

Eu ! Hipócrita ! 
Fingido coração ! 
De granito... 
Ou de gelo... 
Maldição... 

Ah ! 
Espírito satânico ! 
Perverso ! 
Titânico chacal... 
Do mal... 
Num lodaçal imerso... 

Sofrer ! 
Quanto tenho sofrido ! 
Sem ter uma consolação! 
O Cristo também foi traído !
Por que? 
Não posso ser então... Oh, Não !

Que importa, 
O meu sofrer ferino... 
Das coisas é ordem natural ! 
Seguindo o meu destino,
Chamar-te-ei, eternamente, 
A Flor do Mal.

Sofrer ! 
Quanto tenho sofrido ! 
Sem ter uma consolação! 
O Cristo também foi traído !
Por que? 
Não posso ser então... Oh, Não !

Que importa, 
O meu sofrer ferino... 
Das coisas é ordem natural ! 
Seguindo o meu destino,
Chamar-te-ei, eternamente, 
A Flor do Mal....

Copyright © 2001   -   Ilnio de Mello Franco   -   Cruzeiro/SP
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