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Foi num dia
visitando uma palhoça,
Conheci na minha roça,
Uma caboca inda criança.
Essa péstinha de oiá meigo, tão singelo,
Linda boca, dente belo,
Prometeu-me uma esperança.
E ficou moça, ficou grande, foi crescendo,
Sempre e sempre prometendo,
Que comigo se casava !
Mas um danado dum caboco feiticeiro,
Que a chocava o dia inteiro,
Meu amor enfim roubava.
Caboca, linda frô do ipê,
Eu quero casá com vancê.
(bis)
Fiz minha reza,
Chorei tanto, espraguejei,
Afinal nada arranjei,
A caboca se casô !
Desiludido,
Vim morá cá na cidade,
A chorá minha saudade,
Todo o meu primeiro amor.
Caboca, linda frô do ipê,
Eu quero casá com vancê.
(bis)
Passado um ano,
A notícia me chegava,
Que o caboco abandonava,
A marvada no sertão !
Fiquei contente,
Ri inté de alegria,
A caboca que eu queria,
Pagou pela ingratidão.
Caboca, linda frô do ipê,
Agora quem sofre é vancê.
(bis)...
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Ilnio de Mello Franco -
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