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Deus, aqui na intimidade,
Que ninguém nos ouça,
Mas um milagresinho, até que ajudaria,
Dar um jeitinho logo,
Pro meu bem voltar.
Deus, com a tinta do meu pranto,
Assino este recado,
Com a pena da tristeza,
E com papel timbrado,
Na folha do meu peito,
Deste coração.
Deus, porque você não dá,
Meu enderêço a ela ?
Ou jogue em sua mão,
Um lampião ou vela,
Pra ver se ela me tira,
Dessa escuridão.
Ó, ó, ó, Deus, não tenho condição,
De lhe propor um trato,
Mas ponho minha vida,
Dentro de um sapato,
Ainda que não seja dia de Natal.
Ó, ó, ó, Deus, aceite minha prece,
Em forma de contrato,
Fazendo ter valor,
O nosso bate-papo,
Porque meu Deus preciso,
Muito de amor....
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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