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(falado)
Lá no alto da montanha,
Numa casa bem estranha,
Toda feita de sapé,
Parei uma noite o cavalo,
Pra mordi de dois estalos,
Que ouvi lá dentro batê,
Apeei com muito jeito,
Ouvi um gemido perfeito,
E uma voz cheia de dô:
"Vancê, Tereza, descansa,
Jurei de fazer vingança,
Pra mordi de nosso amor"
Pela réstia da janela,
Por uma luzinha amarela,
De um lampião apagando,
Eu vi uma caboca no chão,
E o cabra tina na mão,
Uma arma alumiando,
Virei meu cavalo a galope,
E risque de espora e chicote,
Sangrei a anca do tar,
Desci a montanha abaixo,
Galopendo meu macho,
O seu dotô fui chamar,
Vortemo lá pra montanha,
Naquela casinha estranha,
Eu e mais seu dotô,
Topemo um cabra assustado,
Que chamando nóis prum lado,
A sua história contou:
(cantado)
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