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Errei no corte, seu Zé Mariano,
Peço desculpas pelo meu engano,
Sou alfaiate do primeiro ano,
Pego na tesoura e vou cortando o pano.
Ai, ai, que vida ingrata,
O alfaiate tem,
Quando ele erra,
Estraga o pano todo,
Quando ele acerta,
A roupa não convém.
(2x).
Eu fiz um terno pro José meu mano,
Ficou curtinho porque houve engano,
Sou alfaiate de primeiro ano,
Pego na tesoura e vou cortando o pano.
Ai, ai, que vida ingrata,
O alfaiate tem,
Quando ele erra,
Estraga o pano todo,
Quando ele acerta,
A roupa não convém.
(2x).
Se chegar seu mano,
Vou cortando o pano,
Vai cortando o pano,
Vou cortando o pano.
E se estragar o pano,
Vou cortando o pano,
Vai cortando o pano,
Vou cortando o pano.
Se furar o pano,
Vou cotando o pano,
Vai cortando o pano,
Vou cortando o pano.
Se queimar o pano,
Vou cortando o pano,
Vai cortando o pano,
Vou cortando o pano.
Se chegar o Germano,
Vou cortando o pano,
Se chegar o fulano,
Vou cortando o pano.
E se chegar o sicrano,
Vou cortando o pano,
Mas vai cortando o pano,
Vou cortando o pano.
Mas vai cortando o pano,
Vou cortando o pano,
Sai daqui baiano,
Ta me perturbando, peste,
Eu sou valentão,
Sou alfaiate do primeiro ano,
Mas faço roupa pra qualquer fulano,
Só não acerto quando há engano.
Se Deus ajuda o terno sai bacano,
Pelo sistema norte-americano,
Não faço roupa pra qualquer fulano,
Também não corto pra você baiano.
Sou valente Sou pernambucano,
Quando me zango bato a mão no cano,
Aperto o dedo, sai logo o tutano,
Sou alfaiate do primeiro ano,
Pego na tesoura e vou cortando o pano.
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Ilnio de Mello Franco -
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