I M F - Musicas Antigas, Rimas Antigas  e da Velha Guarda

Titulo - Conto de Areia

Ritmo - Samba

Autor/es - Romildo S. Bastos / Toninho

Obs. - Gravado por Clara Nunes - Atualização de fevereiro de 2004 

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É água no mar, é maré cheia ôi, mareia ôi, mareia, 
É água no mar.
É água no mar é maré cheia ôi mareia ôi, mareia.


Contam que toda tristeza que tem na Bahia,
Nasceu de uns olhos morenos molhados de mar,
Não sei se é conto de areia ou se é fantasia,
Que a luz da candeia alumia pra gente contar,
Um dia a morena enfeitada de rosas e rendas,
Abriu seu sorriso de moça e pediu pra dançar,
A noite emprestou as estrelas bordadas de prata,
E as águas de Amaralina, eram gotas de luar.


Era um peito só, cheio de promessa era só,
Era um peito só, cheio de promessa era só,
Era um peito só, cheio de promessa era só,
Era um peito só, cheio de promessa era só.


Quem foi, que mandou o seu amor, se fazer de canoeiro,
O vento que rola nas palmas, arrasta o veleiro,
E leva pro meio das águas, de Iemanjá,
E o mestre valente vagueia, olhando pra areia, sem poder chegar,
Adeus amor, adeus meu amor não me espera, porque eu já vou me embora,
Pro reino que esconde, tesouros de minha senhora,
Desfia colares de conchas, pra vida passar,
E deixa de olhar pros veleiros,
Adeus meu amor eu não vou mais voltar.


Oi beira-mar, foi beira-mar quem chamou,
Oi beira-mar ê, foi beira-mar,
Oi beira-mar, foi beira-mar quem chamou,
Oi beira-mar ê, foi beira-mar....
(bisa a 1ª, 2 X)

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