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Embecado numa rica batina, na porta da igreja o vigário ficava,
Rezando bem, alto a missa em latim pra não dar na pinta o que ele transava,
Todos que ali passavam se admiravam da sua oração,
Mas a reza do padre só fazia milagre, para quem entendia aquela transação.
Dentro da igreja o padre era um santo, das 6 da matina até o meio dia,
Mas de baixo da sua batina,
O que tinha de flagrante, só Deus sabia,
O crucifixo que o padre usava, era um tremendo canudo de ouro,
Só quem sabia do significado desembolsava logo o dinheiro do bolo,
Pro azar do padréco pintou um dedo de cégo,
Computador do capeta, manjava o latim,
Ligou as antenas e pegou a mensagem que foi traduzida e dizia assim.
Quem quiser cafungar ou dá dois vai na sacristia com o sacristão,
Mas leva em dólar que a coisa é da boa, porque com cruzeiro não tem transação.
(bis)
Rapidinho o radar, na maior covardia o padreco vendeu, Os federais grampearam o vigário vendendo o bagulho na casa de Deus,
Mas seu advogado que o direito penal muito entende,
Fez uma petição clamando ao juiz,
Doutor perdoa que ele não sabe o que vende....
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Ilnio de Mello Franco -
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