I M F - Musicas Antigas, Rimas Antigas  e da Velha Guarda

Titulo - Boêmio Demodê

Ritmo - Samba

Autor/es - Adelino Moreira

Obs. - RARIDADE - Gravação de Paulo Vinícius - Letra enviada por Cobrinha/Cruzeiro/SP - Atualização de abril de 2005 

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Vou fazer uma seresta,
Moderninha como quê,
Misturar os tratamentos,
Juntar o tú com você,
Eu não quero que me chamem,
Um boêmio demodê.

Com acordes dissonantes,
Sem marquise e sem calçada,
Sem culto de mulher amada,
Na penumbra do balcão,
Seresta ultra moderna,
Sem viola e violão.

Minha seresta,
Não terá pinga na rua,
Não terá luar nem lua,
E nem lampião de gás,
Porque a lua,
Nesses tempos agitados,
Já não é dos namorados,
Romantismo não tem mais.

Minha seresta,
Nesta era espacial,
Vai se tornar imortal,
Na voz daquele ou daquela,
Minha seresta,
Vai ganhar placa de bronze,
Pois nem mesmo Apolo onze,
É mais moderno que ela....

Copyright © 2001   -   Ilnio de Mello Franco   -   Cruzeiro/SP
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