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Vim pra cidade, deixei de ser peão de estância,
Lá na fazenda não dava mais pra ficar,
Era tão pouco pra muito sorro manso,
Que até o ganso já não ia mais por lá .
Trago na face minha sina de pelo duro,
Foi esta herança que meu velho pai me deixou,
Não me queixo de ter nascido no campo,
Pialo da sorte que o destino me entregou.
Mas que barbaridade tchê,
Aqui é bem melhor que lá,
Só me resta uma saudade da chinoca,
Me pedindo pra voltar.
Vim pra cidade só trouxe a mala de poncho,
O meu cachorro e o velho alazão,
Não esqueci do meu fumo crioulo,
Da minha cambona e a cuia pro chimarrão,
Aqui não tem o mesmo cheiro do campo,
Sinto saudade das tropilhas que amansei,
Um dia desses volto ao pampa novamente,
Rever as coisas boas que eu tanto amei....
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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