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Anjo da noite,
Linda boneca sem alma,
Sempre fria, sempre calma,
Na agitação, dos cabarés,
Ninguém percebe, que tens um coração humano,
E que a dor de um desengano,
Fez de ti o que tu és !
Eu te encontrei,
Quando as lâmpadas zelavas,
Atraem, nas madrugadas,
As mariposas do amor,
E tive pena, no momento em que sorriste,
Pois em teu sorriso triste,
Eu vi um grito de dor.
Anjo da noite,
Não tenhas medo do dia,
Serei agora o teu guia,
Sem direito a ser feliz,
Falem de nós, pouco importa,
Fechemos a nossa porta,
Só Deus pode ser juiz !
Falem de nós, pouco importa,
Fechemos a nossa porta,
Só Deus pode ser juiz !...
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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