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Você, já não é mais aquela,
Que ao sair do trabalho, esperava por mim,
E no calor, de um beijo matou,
Seu desejo e jurou,
Que gostava de mim.
Não usa vestido barato,
Não calça, sapato de liquidação,
Não usa o elevador comum,
É a número um,
Não marca mais o cartão.
Você, já não é mais aquela,
Que ao sair do trabalho, esperava por mim,
E no calor, de um beijo matou,
Seu desejo e jurou,
Que gostava de mim.
Deixou, seu humilde lar,
E agora é dona, de dois apartamentos,
Trocou a condução, coletiva por um,
Automóvel, de dois milhões e quinhentos.
Eu fico, resignado,
Estou acostumado,
A sofrer por amor,
Mas na verdade é que você está amando,
Ao meu e ao seu, verdadeiro empregador....
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Copyright © 2004 -
Ilnio de Mello Franco -
Cruzeiro/SP
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