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Meu vizinho jogou,
Uma semente no seu quintal,
De repente brotou,
Um tremendo matagal.
(bis)
Quando alguém lhe perguntava,
Que mato é esse que eu nunca vi ?
Ele só respondia,
Não sei, não conheço isso nasceu ai.
Mas foi pintando sujeira,
O patrão estava sempre na jogada,
Porque o cheiro era bom,
E ali sempre estava uma rapaziada.
Os homens desconfiaram,
Ao ver todo dia uma aglomeração,
E deram o bote perfeito,
E levaram todos eles para averiguação.
(e daí)
Na hora do sapeca-ai-ai, o safado gritou
Não precisa me bater que eu dou,
De bandeja tudo pro senhor,
Olha aí eu conheço aquele mato, chefia,
E também sei quem plantou.
Quando os federais grampearam,
E levaram o vizinho inocente,
Na delegacia ele disse,
Doutor não sou agricultor, desconheço a semente....
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Ilnio de Mello Franco -
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