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Minha cabocla, a favela vai abaixo,
Quanta saudade tu terás deste torrão,
Da casinha pequenina de madeira
Que nos enche de carinho o coração.
Que saudade ao nos lembrarmos das promessas,
Que fizemos constantemente na capela,
Porque Deus nunca deixa de olhar,
Por nós, da malandragem,
E pelo morro da favela.
Vê agora a ingratidão da humanidade,
O poder da flor somítica, amarela,
Que sem brilho vive pela cidade,
Impondo o desabrigo,
Ao nosso povo da favela.
Minha cabocla, a favela vai abaixo,
Ajunta os troço, vamo embora pro Bangu !
Buraco Quente, adeus pra sempre, meu Buraco !
Eu só te esqueço no buraco do Caju.
Isto deve ser despeito dessa gente,
Porque o samba não se passa para ela,
Porque lá o luar é diferente,
Não é como o luar,
Que se vê desta favela.
No Estácio, Querosene ou no Salgueiro,
Meu mulato, não te espero na janela;
Vou morar na Cidade Nova,
Pra voltar meu coração,
Para o morro da favela....
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Ilnio de Mello Franco -
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